(Sherman Calixto)
O ano de 2010 começa com notícias de catástrofes de todos os tipos. Deslizamento em Angra dos Reis, enchentes em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, terremoto no Haiti, inverno rigoroso na Europa. Milhares de mortos e milhões de desabrigados.
Diante deste tipo de acontecimentos absolutamente naturais por uma questão de equilíbrio da natureza ninguém está totalmente seguro. Não existe escolha, não existe separação do rico ou pobre, pessoa influente ou pessoa comum. Todos estão no mesmo barco.
Muitos acreditam que o mundo está passando por um processo de purificação. Purificação da natureza? Purificação de almas? Karma coletivo? A ira de Deus?
Basta uma olhada rápida na internet e vamos encontrar desde explicações técnicas e científicas como explicações religiosas e filosóficas. Seja como for, depois de ocorrido, qualquer explicação ou vem para acusar ou para justificar ou para tentar acalmar os ânimos de quem ainda fica neste mundo.
Uma das palavras que mais uso no meu dia a dia seja em conversas ou nas reflexões pessoais é EQUILÍBRIO. Fazendo uma analogia entre uma corda bamba e a vida fica simples de observar que para se ficar de pé é preciso distribuir de forma igualitária os pesos nos lados opostos para que o centro esteja firme e seguro durante a caminhada seja na corda, seja na vida.
Os desastres naturais ocorrem por uma questão de equilíbrio. Por exemplo, se existe muita pressão é preciso liberar um pouco para estabilizar certo? Por isso os vulcões entram em erupção.
E quanto aos terremotos? Ao contrário do que se pensa, nem todos os sismos (terremotos) são causados pela movimentação das placas tectônicas. Ocorrem também em decorrência da transformação e mudança de densidade de minerais no subsolo, do deslocamento do magma vulcânico devido a variações de pressão (usado como indicador de erupção vulcânica) e do deslizamento de grandes fragmentos de rocha, principalmente devido à extração de minérios, água, gás e/ou combustíveis fósseis do subsolo.
Ou seja, se existir interferência na natureza existirá uma resposta contrária na busca do equilíbrio natural.
Um ponto de reflexão importante diante disso tudo é que estas obras da natureza não deixarão de acontecer. Com o uso da tecnologia podemos tentar prever e amenizar, mas dificilmente conseguiremos impedir. O que resta é estarmos preparados e menos negligentes. Quando falo em negligência me refiro às áreas de risco, às obras de risco, o comportamento de risco e a falta de cuidado, principalmente de autoridades, ao liberar construções e extrações degradantes visando apenas o interesse político-econômico.
Obviamente que todo cuidado pode acabar sendo de certa forma inútil diante das grandes respostas da natureza, mas nem por isso devemos pagar para ver.